A pirataria tem sido a grande responsável pelo alto índice de evasão de impostos no Brasil. O mais estranho é que só agora as autoridades descobriram a existência desse crime dentro do país. O pior dessa situação é que ninguém percebeu, até agora, a enorme quantidade de produtos pirateados provenientes de outros países entrando diariamente nos portos brasileiros. Essa prática ilegal tem causando um grande prejuízo às indústrias brasileiras que, por falta de mercado para venda de seus produtos, acabam fechando suas portas, ocasionando com isso num alto índice de desemprego em todas as regiões produtivas do país. Tal ato lesivo tem auxiliado no aumento da miséria, provocada pela diminuição de qualquer perspectiva de ganho que venha suprir as necessidades das famílias dos trabalhadores brasileiros, além do grande sacrifício para nação, que vai ter que suportar o aumento de impostos, que certamente serão repassados para todos os produtos de primeira necessidade com a finalidade de aumentar a receita do governo que vem sendo perdida para a pirataria. Esse fato vem agravando de forma irresponsável a qualidade de vida de uma sociedade já sacrificada pelo desmando administrativo.
terça-feira, 22 de abril de 2008
São Paulo e Rio de Janeiro estão passando os piores momentos com os engarrafamentos quilométricos em todas as suas estradas. A situação se torna mais angustiante em São Paulo, onde não existe o mar como uma alternativa de solução imediata para aliviar o caos instalado no trânsito de todas as estradas que circundam aquele estado. Por outro lado, o Rio de Janeiro tem mais opções de desafogar o trânsito, bastando apenas à boa vontade e o bom senso do governo e empresários, para investirem maciçamente no transporte marítimo que estará solucionado, em curto prazo, os engarrafamentos intoleráveis na nossa Cidade, suportados por toda população que depende do transporte rodoviário para se locomover diariamente. Não pode haver qualquer desculpa para se implantar imediatamente transporte marítimo em todos os bairros que circundam a Baía de Guanabara, porque os locais para embarcar e desembarcar os passageiros já existem, em vários pontos, com toda facilidade, garantia e segurança para os usuários. A população já está cansada das promessas evasivas dos homens que administram a causa pública. Esse é um momento extremamente delicado para se brincar com coisas sérias, ou botam o patriotismo acima do individualismo, ou todos vão sofrer as irreparáveis conseqüências pela ambição e a ignorância descabida.
“MENTIRAS CARIOCAS”
Duas boas mentiras extraídas de nossa história, ambas ocorridas no período joanino, tão na moda.
D. JOÃO E O MOSTEIRO DE SÃO BENTO
Quando a Côrte portuguesa desembarcou no Rio de Janeiro a 8 de março de 1808, não existia em nossa cidade acomodações para tantas pessoas e de tão elevada categoria. D. João e parte de sua família estabeleceram-se no Paço. Sua mãe, a Rainha D. Maria, ficou acomodada no Convento do Carmo, alguns metros adiante. Os serviçais diretos do Príncipe ficaram na cadeia velha, ao lado do Paço, local onde hoje está o Palácio Tiradentes. Mas as centenas de famílias nobres portuguesas restantes tiveram de se acomodar como puderam. Invocaram então a chamada “Lei das Aposentadorias”, que garantia aos servidores do Estado aposentos dignos após certo tempo de serviço prestado. Foram assim desapropriadas dúzias de residências, bastando o cortesão assim a requisitar a um juiz. Êste, mandava um meirinho à casa do infeliz proprietário, comunicava-o da decisão e o morador devia então abandonar a propriedade em 24 horas. O meirinho escrevia à giz na porta as iniciais P. R., as quais o povo interpretava como “Ponha-se n Rua” ou “Prédio Roubado”.
D. João, por sua vez, sentia-se incomodado no Paço, muito próximo da rua, sem jardins e de salas acanhadas, impróprias a um Príncipe de Sangue Real. Foi por essa época que alguns cortesãos lhe segredaram das ótimas instalações do Mosteiro de São Bento, amplas e bem situadas. Um mês apenas no Rio de Janeiro, D. João marcou visita ao velho cenóbio beneditino, tendo assistido missa cantada na capela de Montserrat pelo coro dos monges e sendo pajeado na visita às instalações pelo abade prior D. João de Deus, que logo desconfiou das segundas intenções da Real Visita.
Depois de percorrer o monastério e ter recebido do prior as informações sobre o prédio e suas obras de arte, o Príncipe encetou logo uma conversa dizendo com fingida displicência:
“Que bela vista e temperatura agradável se goza aqui. Êste edifício é digno de uma residência real”.
O abade João, mais ladino ainda que o Príncipe, percebeu logo onde ele queria chegar e respondeu com a maior presteza:
“Realmente, mas acontece que este lugar é muito perigoso porque estamos expostos ao ataque de qualquer navio inimigo que entre na baía. Já fomos bombardeados pelo Sr. Duguay Trouin”.
D. João não se perturbou e respondeu:
“Ora, isso não acontece todos os dias e haveria tempo de sair antes do bombardeio”.
O abade não perdeu as estribeiras. Ele sabia que D. João tinha um pavor louco de trovoadas e raios: replicou:
“Saiba Vossa Alteza que há um inconveniente mais grave; quando arrebenta uma tempestade do norte, o vento e os raios não nos poupam; já caíram vários raios aqui”.
D. João não se deu ainda por vencido e respondeu:
“Não há tormentas todos os dias e invocando Santa Bárbara estaremos protegidos”.
O abade, porém, era mais teimoso e lutava heroicamente por uma causa justa qual fosse a defesa do seu sossego e da sua habitação. Lançou a última cartada, sabendo que Deus, com certeza, o perdoaria daquela pêta:
“Sou obrigado a dizer toda a verdade a Vossa Alteza; acontece que já sentimos alguns tremorzinhos de terra, que cada vez vão aumentando de intensidade. Todos os dias rogamos a Deus para que não soframos a mesma desgraça que ocorreu com o terremoto de Lisboa em 1755”.
Essa era forte de mais; convenceu D. João que, aterrado, acabou dizendo:
“Bem, bem, não se fala mais nisso”.
Algum tempo depois, D. João recebeu de presente dos monges beneditinos sua fazenda de recreio, ao lado da Igreja de São Sebastião, nas Flecheiras, Ilha do Governador; a qual o príncipe muito agradeceu e passou a usar como casa-de-campo. D. João, por sua vez, se ressentiu do espírito forte do abade prior e ainda em 1808 mandou acomodar no Mosteiro de São Bento dois batalhões de Cavalaria do Exército; sendo que, após a Independência, em 1824, o Imperador D. Pedro I colocou mais dois batalhões acantonados no velho cenóbio. Somente em 1842 foram retiradas todas as tropas e os monges recuperaram seu mosteiro, passando os anos seguintes a restaurar o que os soldados quebraram ou roubaram.
D. João, por sua vez, recebeu a 1º. de janeiro de 1809 a doação da Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, dádiva preciosa do comerciante Elias Antônio Lopes. O Príncipe passou a lá residir, o mesmo fazendo seu filho e neto até 1889.
O CONTO DO VIGÁRIO.
Corria o ano de 1814 quando, em pleno Rio de Janeiro joanino, desembarcou no Largo do Paço, vindo de Portugal, o cidadão lisboeta Antônio Theodoro. De ótima aparência e muito bem trajado, demonstrando finos modos, este senhor, ao se hospedar, identificou-se com seu nome apondo o título de Visconde de Vila Nova. O estalajadeiro, embevecido de abrigar tão importante personagem, não se furtou a fazer algumas perguntas. Informou então o “Visconde” que era parente do Ministro das Finanças do Reino e confidente de D. João, Thomás Antônio de Vila Nova Portugal, então no poder e, não por acaso, gozando os favores do Príncipe Regente como seu conselheiro pessoal.
A conversa melhor ficaria para depois. Estando já o Visconde de Vila Nova estabelecido no melhor quarto da casa, e servindo-se de três refeições diárias, viveu sendo bem tratado; até que, alguns dias após, em tom muito confidencial, revelou ao estalajadeiro que tivera de fugir de Portugal às pressas, pois estava ameaçado de morte por alguns familiares. Inquirido sobre tão grande problema, o Visconde confessou que se tornara herdeiro único de imensa fortuna deixada por um tio, vigário de uma paróquia alentejana. O tio, ao assim proceder deserdando outros parentes, inquiriu no ódio dos outros familiares contra Antônio Theodoro, que, temendo por sua vida, entregou os detalhes da herança para serem arrumados por um advogado procurador, e viajou para o Rio de Janeiro com o fito de se sentir mais seguro, até a questão da fortuna serenar.
A notícia rapidamente se espalhou, pois o estalajadeiro não guardou segredo algum e, em poucos dias, toda uma nata de fidalgos bateu à porta da estalagem para convidar o Visconde a almoços e jantares nas melhores casas da cidade. Logo se estabeleceu numa mansão, cedida por um nobre, onde passou a ter criados e comer à tripa forra, dando, inclusive, recepções. Não poucas famílias foram lhe obsequiar com presentes, e o Visconde de Vila Nova chegou até a namorar algumas das moças mais importantes do Rio de Janeiro.
Passados alguns meses, Antônio Theodoro revelou a alguns amigos fidalgos que estava passando necessidades, pois o testamento estava sofrendo embargos por parte da família, ao mesmo tempo em que o procurador não demonstrava ter o talento e a rapidez que se apregoava possuir. Nem precisou pedir: logo as melhores bolsas da cidade se abriram para emprestar-lhe dinheiro, mesmo tendo o Visconde inicialmente recusado receber qualquer ajuda, só o aceitando depois de muita insistência. E assim viveu Antônio Theodoro por um ano e picos, tomando dinheiro emprestado de negociantes e investidores. E talvez vivesse assim muito tempo mais, se não incorresse na desconfiança do Intendente de Polícia Paulo Fernandes Viana.
O Intendente começou a desconfiar do Visconde, haja vista que, em um ano, esse nobre em nenhum momento se apresentou ao Príncipe Regente, como era de praxe, muito menos ao poderoso ministro, seu parente. Além do que, numa entrevista fortuita, Paulo Fernandes conversou com o Ministro Vila Nova Portugal, e este alegou desconhecer o tal parente herdeiro. O Intendente solicitou que o Major Miguel Nunes Vidigal escrevesse algumas cartas para o Reino, em especial para a família Vila Nova, a qual ele afirmava pertencer.
Com um pouco de trabalho, se descobriu a verdade. Antônio Theodoro era apenas um aventureiro, reles caixeiro de uma loja vulgar da rua do Ouro, em Lisboa. Não tinha tio vigário algum, não herdara nada e muito menos pertencia à família Vila Nova e, claro, jamais tivera o título de Visconde.
Foi preso e enviado ao aljube da cidade. Verdadeiro escândalo. Um Deus-nos-acuda. Muitos comerciantes e empresários haviam-lhe emprestado altas somas e agora sabiam que não as receberiam mais. Muitas famílias o receberam em seu meio como um possível e desejável “genro”, tendo o meliante até noivado com respeitável dama. Houve moçoilas apaixonadas que tentaram o suicídio, outras ficaram dias deitadas em rede, sem comer; e uma delas manifestou desejo de entrar para um convento, tal o desgosto que teve.
Não é que houve até quem intercedesse por ele, tal a confiança que passara?
D. João o degredou em 1816 para Angola, com a proibição de voltar ao Brasil ou Portugal.
Daí para diante, casos dessa natureza foram batizados por “contos do Vigário” e tal denominação até hoje perdura.
O episódio mostra como um homem pobre, mas resoluto, com alguma lábia e sabedoria, conseguia levar boa vida graças a uma sociedade reles, como a do período joanino, que julgava os outros pela aparência ou título e não pelo talento.
Duas boas mentiras extraídas de nossa história, ambas ocorridas no período joanino, tão na moda.
D. JOÃO E O MOSTEIRO DE SÃO BENTO
Quando a Côrte portuguesa desembarcou no Rio de Janeiro a 8 de março de 1808, não existia em nossa cidade acomodações para tantas pessoas e de tão elevada categoria. D. João e parte de sua família estabeleceram-se no Paço. Sua mãe, a Rainha D. Maria, ficou acomodada no Convento do Carmo, alguns metros adiante. Os serviçais diretos do Príncipe ficaram na cadeia velha, ao lado do Paço, local onde hoje está o Palácio Tiradentes. Mas as centenas de famílias nobres portuguesas restantes tiveram de se acomodar como puderam. Invocaram então a chamada “Lei das Aposentadorias”, que garantia aos servidores do Estado aposentos dignos após certo tempo de serviço prestado. Foram assim desapropriadas dúzias de residências, bastando o cortesão assim a requisitar a um juiz. Êste, mandava um meirinho à casa do infeliz proprietário, comunicava-o da decisão e o morador devia então abandonar a propriedade em 24 horas. O meirinho escrevia à giz na porta as iniciais P. R., as quais o povo interpretava como “Ponha-se n Rua” ou “Prédio Roubado”.
D. João, por sua vez, sentia-se incomodado no Paço, muito próximo da rua, sem jardins e de salas acanhadas, impróprias a um Príncipe de Sangue Real. Foi por essa época que alguns cortesãos lhe segredaram das ótimas instalações do Mosteiro de São Bento, amplas e bem situadas. Um mês apenas no Rio de Janeiro, D. João marcou visita ao velho cenóbio beneditino, tendo assistido missa cantada na capela de Montserrat pelo coro dos monges e sendo pajeado na visita às instalações pelo abade prior D. João de Deus, que logo desconfiou das segundas intenções da Real Visita.
Depois de percorrer o monastério e ter recebido do prior as informações sobre o prédio e suas obras de arte, o Príncipe encetou logo uma conversa dizendo com fingida displicência:
“Que bela vista e temperatura agradável se goza aqui. Êste edifício é digno de uma residência real”.
O abade João, mais ladino ainda que o Príncipe, percebeu logo onde ele queria chegar e respondeu com a maior presteza:
“Realmente, mas acontece que este lugar é muito perigoso porque estamos expostos ao ataque de qualquer navio inimigo que entre na baía. Já fomos bombardeados pelo Sr. Duguay Trouin”.
D. João não se perturbou e respondeu:
“Ora, isso não acontece todos os dias e haveria tempo de sair antes do bombardeio”.
O abade não perdeu as estribeiras. Ele sabia que D. João tinha um pavor louco de trovoadas e raios: replicou:
“Saiba Vossa Alteza que há um inconveniente mais grave; quando arrebenta uma tempestade do norte, o vento e os raios não nos poupam; já caíram vários raios aqui”.
D. João não se deu ainda por vencido e respondeu:
“Não há tormentas todos os dias e invocando Santa Bárbara estaremos protegidos”.
O abade, porém, era mais teimoso e lutava heroicamente por uma causa justa qual fosse a defesa do seu sossego e da sua habitação. Lançou a última cartada, sabendo que Deus, com certeza, o perdoaria daquela pêta:
“Sou obrigado a dizer toda a verdade a Vossa Alteza; acontece que já sentimos alguns tremorzinhos de terra, que cada vez vão aumentando de intensidade. Todos os dias rogamos a Deus para que não soframos a mesma desgraça que ocorreu com o terremoto de Lisboa em 1755”.
Essa era forte de mais; convenceu D. João que, aterrado, acabou dizendo:
“Bem, bem, não se fala mais nisso”.
Algum tempo depois, D. João recebeu de presente dos monges beneditinos sua fazenda de recreio, ao lado da Igreja de São Sebastião, nas Flecheiras, Ilha do Governador; a qual o príncipe muito agradeceu e passou a usar como casa-de-campo. D. João, por sua vez, se ressentiu do espírito forte do abade prior e ainda em 1808 mandou acomodar no Mosteiro de São Bento dois batalhões de Cavalaria do Exército; sendo que, após a Independência, em 1824, o Imperador D. Pedro I colocou mais dois batalhões acantonados no velho cenóbio. Somente em 1842 foram retiradas todas as tropas e os monges recuperaram seu mosteiro, passando os anos seguintes a restaurar o que os soldados quebraram ou roubaram.
D. João, por sua vez, recebeu a 1º. de janeiro de 1809 a doação da Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, dádiva preciosa do comerciante Elias Antônio Lopes. O Príncipe passou a lá residir, o mesmo fazendo seu filho e neto até 1889.
O CONTO DO VIGÁRIO.
Corria o ano de 1814 quando, em pleno Rio de Janeiro joanino, desembarcou no Largo do Paço, vindo de Portugal, o cidadão lisboeta Antônio Theodoro. De ótima aparência e muito bem trajado, demonstrando finos modos, este senhor, ao se hospedar, identificou-se com seu nome apondo o título de Visconde de Vila Nova. O estalajadeiro, embevecido de abrigar tão importante personagem, não se furtou a fazer algumas perguntas. Informou então o “Visconde” que era parente do Ministro das Finanças do Reino e confidente de D. João, Thomás Antônio de Vila Nova Portugal, então no poder e, não por acaso, gozando os favores do Príncipe Regente como seu conselheiro pessoal.
A conversa melhor ficaria para depois. Estando já o Visconde de Vila Nova estabelecido no melhor quarto da casa, e servindo-se de três refeições diárias, viveu sendo bem tratado; até que, alguns dias após, em tom muito confidencial, revelou ao estalajadeiro que tivera de fugir de Portugal às pressas, pois estava ameaçado de morte por alguns familiares. Inquirido sobre tão grande problema, o Visconde confessou que se tornara herdeiro único de imensa fortuna deixada por um tio, vigário de uma paróquia alentejana. O tio, ao assim proceder deserdando outros parentes, inquiriu no ódio dos outros familiares contra Antônio Theodoro, que, temendo por sua vida, entregou os detalhes da herança para serem arrumados por um advogado procurador, e viajou para o Rio de Janeiro com o fito de se sentir mais seguro, até a questão da fortuna serenar.
A notícia rapidamente se espalhou, pois o estalajadeiro não guardou segredo algum e, em poucos dias, toda uma nata de fidalgos bateu à porta da estalagem para convidar o Visconde a almoços e jantares nas melhores casas da cidade. Logo se estabeleceu numa mansão, cedida por um nobre, onde passou a ter criados e comer à tripa forra, dando, inclusive, recepções. Não poucas famílias foram lhe obsequiar com presentes, e o Visconde de Vila Nova chegou até a namorar algumas das moças mais importantes do Rio de Janeiro.
Passados alguns meses, Antônio Theodoro revelou a alguns amigos fidalgos que estava passando necessidades, pois o testamento estava sofrendo embargos por parte da família, ao mesmo tempo em que o procurador não demonstrava ter o talento e a rapidez que se apregoava possuir. Nem precisou pedir: logo as melhores bolsas da cidade se abriram para emprestar-lhe dinheiro, mesmo tendo o Visconde inicialmente recusado receber qualquer ajuda, só o aceitando depois de muita insistência. E assim viveu Antônio Theodoro por um ano e picos, tomando dinheiro emprestado de negociantes e investidores. E talvez vivesse assim muito tempo mais, se não incorresse na desconfiança do Intendente de Polícia Paulo Fernandes Viana.
O Intendente começou a desconfiar do Visconde, haja vista que, em um ano, esse nobre em nenhum momento se apresentou ao Príncipe Regente, como era de praxe, muito menos ao poderoso ministro, seu parente. Além do que, numa entrevista fortuita, Paulo Fernandes conversou com o Ministro Vila Nova Portugal, e este alegou desconhecer o tal parente herdeiro. O Intendente solicitou que o Major Miguel Nunes Vidigal escrevesse algumas cartas para o Reino, em especial para a família Vila Nova, a qual ele afirmava pertencer.
Com um pouco de trabalho, se descobriu a verdade. Antônio Theodoro era apenas um aventureiro, reles caixeiro de uma loja vulgar da rua do Ouro, em Lisboa. Não tinha tio vigário algum, não herdara nada e muito menos pertencia à família Vila Nova e, claro, jamais tivera o título de Visconde.
Foi preso e enviado ao aljube da cidade. Verdadeiro escândalo. Um Deus-nos-acuda. Muitos comerciantes e empresários haviam-lhe emprestado altas somas e agora sabiam que não as receberiam mais. Muitas famílias o receberam em seu meio como um possível e desejável “genro”, tendo o meliante até noivado com respeitável dama. Houve moçoilas apaixonadas que tentaram o suicídio, outras ficaram dias deitadas em rede, sem comer; e uma delas manifestou desejo de entrar para um convento, tal o desgosto que teve.
Não é que houve até quem intercedesse por ele, tal a confiança que passara?
D. João o degredou em 1816 para Angola, com a proibição de voltar ao Brasil ou Portugal.
Daí para diante, casos dessa natureza foram batizados por “contos do Vigário” e tal denominação até hoje perdura.
O episódio mostra como um homem pobre, mas resoluto, com alguma lábia e sabedoria, conseguia levar boa vida graças a uma sociedade reles, como a do período joanino, que julgava os outros pela aparência ou título e não pelo talento.
CEDAE E PETROBRAS GARANTEM ÁGUA PARA COMPERJ E COMUNIDADES PRÓXIMAS
O governador em exercício do Estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, o diretor de Projetos Especiais da Cedae e presidente em exercício da companhia, Marco Antônio Feijó Abreu, e o diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, assinaram no dia 14 deste mês, no Palácio Guanabara, um convênio que garantirá o fornecimento de água tratada às obras de implantação do Comperj (Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro). Também esteve presente o secretário de estado da casa civil, Regis Fichtner.
“Esse é o primeiro passo para implantação do complexo petroquímico. O governo estadual será parceiro da Petrobrás em todas as etapas do empreendimento”, garante Pezão. “Essa parceria reforça o intuito da Petrobras e do governo estadual de investir nas comunidades do entorno do futuro Comperj, levando saneamento e condições dignas de viver”, afirmou Paulo Roberto da Costa. “A Cedae, dentro da política da nova gestão de priorizar o lado social, aproveitou a demanda da Petrobrás para desenvolver o projeto que fornecerá água para os moradores da região”, explicou Marco Abreu.
- As obras previstas envolvem a construção de mais uma Estação de Tratamento de Água (ETA) de Porto das Caixas, que aumentará a produção de água em 100 litros por segundo na região. Do total do volume produzido pela nova estação, 50 litros por segundo serão transportados para o Comperj e os outros 50, distribuídos aos bairros localizados no entorno do complexo petroquímico. A nova estação de tratamento será instalada junto à estação atual da Cedae. Também será construído um reservatório com capacidade para armazenar 200 mil litros de água - detalha o presidente da Cedae, Wagner Victer.
O projeto ainda prevê a reativação de uma elevatória de água bruta e a construção de uma adutora de água bruta, de aproximadamente 8 mil metros de extensão, que vão captar água no Canal de Imunana para ser tratada pela ETA de Porto das Caixas. Depois de tratada pela estação, a água será bombeada por uma elevatória e transportada por uma adutora até o Comperj.
“Esse é o primeiro passo para implantação do complexo petroquímico. O governo estadual será parceiro da Petrobrás em todas as etapas do empreendimento”, garante Pezão. “Essa parceria reforça o intuito da Petrobras e do governo estadual de investir nas comunidades do entorno do futuro Comperj, levando saneamento e condições dignas de viver”, afirmou Paulo Roberto da Costa. “A Cedae, dentro da política da nova gestão de priorizar o lado social, aproveitou a demanda da Petrobrás para desenvolver o projeto que fornecerá água para os moradores da região”, explicou Marco Abreu.
- As obras previstas envolvem a construção de mais uma Estação de Tratamento de Água (ETA) de Porto das Caixas, que aumentará a produção de água em 100 litros por segundo na região. Do total do volume produzido pela nova estação, 50 litros por segundo serão transportados para o Comperj e os outros 50, distribuídos aos bairros localizados no entorno do complexo petroquímico. A nova estação de tratamento será instalada junto à estação atual da Cedae. Também será construído um reservatório com capacidade para armazenar 200 mil litros de água - detalha o presidente da Cedae, Wagner Victer.
O projeto ainda prevê a reativação de uma elevatória de água bruta e a construção de uma adutora de água bruta, de aproximadamente 8 mil metros de extensão, que vão captar água no Canal de Imunana para ser tratada pela ETA de Porto das Caixas. Depois de tratada pela estação, a água será bombeada por uma elevatória e transportada por uma adutora até o Comperj.
A CHEGADA DE D. JOÃO NO TESTEMUNHO DO PADRE PERERECA.
É o relato mais minucioso e preciso da chegada da família real, feito por uma testemunha ocular e idônea que gostava de detalhes e que os sabia descrever de forma muito realista. O padre Luís Gonçalves dos Santos – Padre Perereca – chega em sua resenha descritiva a nos passar a emoção que sentiu quando do desembarque, transportando-nos vivamente ao momento ocorrido há duzentos anos atrás.“Finalmente amanheceu o suspirado dia 8 de março, tão claro, e formoso como o antecedente: e, estando as coisas dispostas para a recepção de Suas Altezas, pelas quatro horas da mais bela, e serena tarde, por entre repetidas e alegres salvas das naus portuguesas, e inglesas, e por entre vivas, que os respectivos marinheiros, postos em parada sobre as vergas, davam em altos gritos, desceu o Príncipe Regente Nosso Senhor da nau Príncipe Real, que o conduzira, e se meteu no bergantim com a sereníssima senhora princesa do Brasil, e com os sereníssimos senhores príncipe da Beira, infantes, e infantas; e acompanhado de toda a Corte, com que saíra de Lisboa, e de entre outras personagens distintas, que de terra o foram buscar a bordo, ou que das naus desembarcaram, (o que tudo fazia uma comitiva muito numerosa, e brilhante de escaleres, lanchas, e outras embarcações menores) se dirigiu para a cidade em direitura do lugar de desembarque. Todo o imenso povo, que bordava o cais, e as praias vizinhas, estava, como extático, com os olhos fixos no real bergantim, e no maior silêncio; mas logo que o mesmo real bergantim passava pela frente da Fortaleza da Ilha das Cobras, e que esta começou a saldar com a sua artilharia a Sua Alteza Real, no que foi imitada pelas demais fortalezas, imediatamente rompeu o povo, que estava sobre o Monte do Castelo, em altos vivas, acompanhados dos repiques dos sinos do Colégio, e de muitos fogos do ar, que dali se soltaram: entretanto chegou o real bergantim à rampa do cais, e logo que o Príncipe Regente Nosso Senhor pôs o pé em terra: Ah! Como poderei descrever o que tive a fortuna de testemunhar neste ditoso momento? Centenas de fogos subiram ao mesmo tempo ao ar: rompeu imediatamente um clamor de vivas sobre vivas; os alegres repiques dos sinos, e os sons dos tambores, e dos instrumentos músicos, misturados com o estrondo das salvas, estrépito dos foguetes, e aplausos do povo, faziam uma estrondosa confusão tão magnífica, majestosa, e arrebatadora, que parecia coisa sobrenatural, e maravilhosa. No meio desta assombrosa confusão de tantos, e tão multiplicados sons diferentes desembarcaram todas as pessoas reais; e juntamente com o Príncipe Regente Nosso Senhor se prostraram diante de um rico altar, que na parte superior da rampa estava ereto, em torno do qual se achava o cabido da Catedral paramentado de pluviais de seda de ouro branca; e ali osculou Sua Alteza Real a Santa Cruz nas mãos do reverendíssimo chantre Filipe Pinto da Cunha e Sousa, e o mesmo fizeram todas as pessoas reais; mas antes dessa ação o mesmo reverendíssimo chantre havia feito a aspersão de água benta, e dado as turificações ao Príncipe Regente Nosso Senhor, e à real família. Levantando-se Sua Alteza, o Príncipe Regente Nosso Senhor, com a sereníssima senhora princesa, e a sua augusta família, se recolheram debaixo de um precioso pálio de seda de ouro encarnada, cujas varas eram sustentadas pelo juiz de fora, presidente do Senado da Câmara, Agostinho Petra de Bethencourt, pelos vereadores, Manuel José da Costa, Francisco Xavier Pires, Manuel Pinheiro Guimarães; procurador, José Luís Álvares; escrivão, Antônio Martins Brito, e cidadãos, Anacleto Elias da Fonseca, e Amaro Velho da Silva, os quais ambos, havendo sido vereadores, foram convidados para esta ação, que tanto honrou a todos”.
Vale lembrar que esse rico pálio, muito bem citado pelo Padre Perereca, bem como por outros cronistas, existe até hoje e permanece como único objeto desse faustoso dia ainda sobrevivente, guardado e exposto no Museu Histórico da Cidade, no Parque da Gávea.
Milton de Mendonça Teixeira.


Chega de Saudade
História ambientada durante uma noite de baile, num clube de dança em São Paulo. A trama começa ainda com a luz do sol, quando o salão abre suas portas, e termina ao final do baile, pouco antes da meia-noite, quando o último freqüentador desce a escada. O espectador acompanha, em uma única noite, os dramas e as alegrias de cinco núcleos de personagens freqüentadores do baile. Mesclando comédia e drama, Chega de Saudade aborda o amor, a solidão, a traição e o desejo, num clima de muita música e dança. No elenco: Tônia Carrero, Betty Faria, Cássia Kiss, Stepan Nercessian, Paulo Vilhena, Maria Flor, Elza Soares. Direção: Laís Bodanzky. Gênero: Romance. Estréia: 21 de março

O Olho do Mal
A produção conta a assustadora história de uma garota cega desde os dois anos. Aos 18, ela faz um transplante de córneas, mas começa a também enxergar coisas que as outras pessoas não conseguem ver. Assombrada por esses espíritos, ela conta com a ajuda de um psicanalista para descobrir a identidade do doador e, assim, esclarecer o caso.
A produção conta a assustadora história de uma garota cega desde os dois anos. Aos 18, ela faz um transplante de córneas, mas começa a também enxergar coisas que as outras pessoas não conseguem ver. Assombrada por esses espíritos, ela conta com a ajuda de um psicanalista para descobrir a identidade do doador e, assim, esclarecer o caso.

10.000 A. C.
A história de 10.000 a.C., se passa em um período em que homens e feras pré-históricas lutavam pela sobrevivência na Terra e mostra as aventuras de D’Leh (Steven Strait), um jovem caçador que lidera um exército ao longo de um vasto e perigoso deserto. Enfrentando mamutes e tigres dente-de-sabre, ele segue caminho rumo a uma civilização perdida para salvar sua amada Evolet (Camilla Belle) das mãos de um maligno e poderoso guerreiro determinado a possuí-la.
A história de 10.000 a.C., se passa em um período em que homens e feras pré-históricas lutavam pela sobrevivência na Terra e mostra as aventuras de D’Leh (Steven Strait), um jovem caçador que lidera um exército ao longo de um vasto e perigoso deserto. Enfrentando mamutes e tigres dente-de-sabre, ele segue caminho rumo a uma civilização perdida para salvar sua amada Evolet (Camilla Belle) das mãos de um maligno e poderoso guerreiro determinado a possuí-la.

Otelo
Otelo é o comandante do exército de Veneza na guerra contra os turcos pela posse da ilha de Chipre. Apesar de respeitado pelo seu valor como soldado, ele é tratado com preconceito por ser negro. Eis que a filha do senador Brabântio, Desdêmona, se apaixona por ele. O casamento é realizado, ainda que com desgosto do pai. Ao mesmo tempo, o ajudante de Otelo, Iago, o inveja tanto a ponto de planejar uma sucessão de armadilhas para arruinar com sua vida. Dono de grande inteligência e frieza, Iago tece uma teia de intrigas, atormentando Otelo e fazendo com que ele mate sua esposa Desdêmona. Ao descobrir que tudo não se passava de uma armação, se mata. A peça é considerada uma das principais de William Shakespeare. Direção: Diogo Vilela e Marcus Alvisi. Elenco: Diogo Vilela, Luciano Quirino, Marcella Rica, Reinaldo Gonzaga, Rubens de Araújo, Laura Prochet, Rose Abdallah, Mauro Gorini, Miguel Thiré, Marcos Damigo, Rafael Maia, Eduardo Muniz, Breno De Filippo, David Thami, Diogo Brandão e Salvatore Giuliano. Local: Teatro Sesc Ginástico (Rua Graça Aranha, 187, Centro; tel. 2279-4027). De 13 de março a 1 de junho de 2008. De quinta a domingo, às 19 horas.
Casar pra quê?
A comédia romântica conta a história de um casal que não está de acordo com o rumo das vidas. Ela gosta de ir ao shopping, falar horas com as amigas e não perder um capítulo da novela. Ele não dispensa um futebol com a galera, uma cerveja gelada e adora falar mal da sogra. Apesar das diferenças, eles formam um casal inseparável. Local: Centro Cultural Suassuan (Avenida das Américas, 2603, Barra da Tijuca; tel. 2439-8002). Sextas e sábados, 21h30; domingos, 20h30. Até 27 de abril. Classificação: 14 anos.
Mamãe Não Pode Saber
A peça conta a história de uma família decadente, que enxerga na matriarca a possibilidade de salvação para todos os problemas. A trama está ligada aos conflitos de cada personagem. Glória é uma perua que tenta ganhar a vida com um serviço de auto-ajuda por telefone. Ela é casada com Arthur, um político desonesto, que tenta deslanchar sua candidatura de deputado. A filha Priscila é aspirante a modelo aos 13 anos. Júlia é a amiga invejosa que faz de tudo para tentar engordá-la. O irmão Juninho é um adolescente que segue uma tribo a cada semana. As armações da família vêm à tona com a chegada da mãe, que não está a par do que acontece. Inventaram a ela uma porção de mentiras, como Arthur sendo o prefeito da cidade. Todas as figuras enfrentam uma tremenda saia justa para driblar a matriarca e se safar das confusões. Local: Teatro Glória (Rua do Russel, 632, Glória; tel. 2555-7262). De quinta a sábado, 21h30; domingo, 20h30. Até o dia 4 de maio. Classificação: 12 anos.
Pague para entrar e reze para não rir
A peça é uma comédia de terror que conta a insólita estória de uma família de monstros que está cansada de viver no terceiro mundo e resolve vender o casarão onde moram para curtir férias merecidas numa ilha paradisíaca. O problema é que nem tudo acontece como eles planejam, dando margem a muitas gargalhadas e confusões. Teatro Dercy Gonçalves, Sábados 20h e Domingos – 19:30 – Ingresso R$ 20,00 Rua Professor Valadares, 262 – Grajaú Informações 25782300 Capacidade: 300 lugares Temporada: até 30/03, Duração: 50 minutos. Classificação: 16 anos.
Lucio 80 30
Pai e filhos contam a história de um senhor teimoso que aceita ser internado num hospital após um mal-estar prolongado e, lá, descobre algo suspeito. Angustiado e tentando animar o doente, o filho (Lucio Mauro Filho, que assina o texto e a direção do espetáculo) inventa um espetáculo com os dois. Também atores, Alexandre e Luly são o médico e a enfermeira do hospital. Local: Teatro Leblon - Sala Tonia Carrero (Rua Conde de Bernadotte 26, Leblon - Telefone: 2274-3536). Estréia sexta-feira, 14/03. De quinta a sábado, às 21h, e domingos, às 20h.
Dona Flor E Seus Dois Maridos
A atriz Carol Castro é Florípedes, que vive uma história de amor com Vadinho (Marcelo Faria) e Theodoro (Duda Ribeiro). O espetáculo começa com a morte de Vadinho. Através de um flashback o público acompanha a história vivida pelos personagens. Ambientada com as características da Bahia dos anos 40, o cenário remete ao Pelourinho. Texto: Jorge Amado. Local: Teatro das Artes (Rua Marquêes de São Vicente, 52, 2° andar, - Shopping da Gávea; tel. 2540-6004). De quinta a sábado, 21h; domingo, 20h . Até 6 de abril. Classificação : 18 anos.
A Mulher Que Escreveu A Bíblia
A Mulher Que Escreveu A Bíblia
Ajudada por um ex-historiador e terapeuta de vidas passadas, uma mulher descobre que, no século X a.C., foi uma das setecentas esposas do rei Salomão. Ela era a mais feia de todas, mas a única capaz de ler e escrever. Dotada dessa habilidade, o soberano a encarrega de escrever a história da humanidade. A mulher que escreveu a Bíblia é um pequeno romance em que se fundem imaginação e humor. Local: Teatro dos Quatro (Rua Marquês de São Vicente, 52; tel. 2274-9895/2239-1095). Terça e quarta, 19h30; quinta, 17h. Até 27 de março.
Sassaricando -
E O Rio Inventou A Marchinha O espetáculo, idealizado por Sérgio Cabral e Rosa Maria Araújo, é uma crônica da vida e dos costumes da cidade usando a brejeirice, o humor e a malícia de quase uma centena de marchinhas de carnaval. No elenco, nomes como Eduardo Dussek e Soraya Ravenle. Uma banda acompanha ao vivo o elenco. O espetáculo não tem falas, o texto são as próprias marchinhas de carnaval, acompanhadas de projeções de filmes e imagens da época, que ilustram a ação. Local: Teatro Carlos Gomes (Praça Tiradentes, s/nº, Centro; tel. 2232-8701 / 2224-3602). Quinta e sexta, 19h; sábado, 20h; domingo, 18h. Somente até o dia 23 de março.
Três Loucadas
Um elevador, três mulheres. Ou melhor, duas mulheres e uma aprendiz. A trivial rotina de sobe e desce é quebrada quando esse microcosmo se efetua ao enclausurar três criaturas, de distintas personalidades e níveis sociais discrepantes. Causando assim um “imbróglio” de descobertas, trazendo a tona as vertentes mais bem humoradas da sociedade contemporânea. Quando estão envolvidas com seus arquétipos emocionais, a quarta parede se rompe dando vez para que o público possa externar suas opiniões. Dessa forma cooperando com esses três interpretes perdidos em suas perspectivas. Cabe agora a esses novos voluntários darem um rumo a essa experiência extenuante. O final sugerido pela platéia é interrompido por uma sirene, iniciando assim o verdadeiro e surpreendente final. Texto: John Gonçalves. Direção: Cia. 3 em Cena. Com Éder Martins, John Gonçalves e Karter Falcão. Casa de Cultura Elbe de Holanda (Rua Engenheiro Rouzauro Zambrano, 302 – Jardim Guanabara / Ilha do Governador. Telefone (021) 2466-0661. Ingresso: R$ 20,00. Temporada: Até 30 de Março. Classificação Etária: 14 Anos.

Aladim no Sertão
A peça infantil transcreve as aventuras de Aladim inspiradas numa história antiga que foi passando de geração em geração, de um país para outro, até que encontrou a voz de Patativa do Assaré, que, ao recontar a história, incluiu traços das histórias populares do Brasil e de todos os povos. Teatro Derçy Gonçalves (Rua Professor Valadares, 262, Grajaú; tel. 2578-2300). Aos sábados e domingos, às 16h. Temporada: de 01/03/08 à 27/04/08. Classificação Etária: Livre. R$ 15,00.
A Bela Adormecida
Uma linda princesa chamada Aurora sofreu uma terrível maldição da bruxa Malévola: ao completar 16 anos, ela espetaria o dedo no fuso de uma roca e cairia em um sono eterno. Mas as três fadas madrinhas de Aurora descobrem uma forma de quebrar o feitiço: um beijo de amor do corajoso príncipe Filipe poderá acordar a princesa adormecida. Teatro Max Nunes Rua Campos Salles, 118 – Tijuca Informações: 25657916 Sábados e Domingos – 16:00 R$ 20,00 Classificação Etária: Livre (criança a partir de 03 anos) Duração: 55 minutos. Temporada: 08 a 30 de Março de 2008.
Chapeuzinho Vermelho
A mãe de Chapeuzinho pede à menina que atravesse a floresta para visitar a avó, e para levar-lhe um pote de manteiga com um pouco de bolo. No caminho, Chapeuzinho Vermelho encontra-se com o lobo, que era mau e feio. O lobo aposta com a menina que chegará antes dela à casa da avó. Quando Chapeuzinho chega, e chama pela avó, o lobo disfarça a voz, pedindo à menina que erga o ferrolho da porta e entre. Ela entra e acha tudo que está acontecendo muito estranho: a avó está peluda, com orelhas grandes, olhos arregalados, boca enorme e uma voz de "lobo mau". O lobo, que já havia devorado a avó, quis devorar a menina também. Teatro Max Nunes Rua Campos Sales, 118 – Tijuca Informações: 25657916 Sábados e Domingos – 17:00 R$ 20,00 Classificação Etária: Livre (criança a partir de 03 anos). Até 30 de março.
Deu a Louca na Bicharada
O musical conta a historia de quatro animas que, juntos, vão em busca dos seus sonhos. Tudo começa quando o burro decide ir para cidade procurar emprego como músico, ele encontra mais três amigos pela estrada, que decidem formar um conjunto musical. Uma historia divertida que retrata o verdadeiro sentido da união e do amor ao próximo. Espaço Olympico Club, Rua Pompeu Loureiro, 116 – Copacabana Tel.: 3186-8556 Sábados 17:00 e Domingos – 17:30, Valor R$ 10,00. Temporada: 01 a 30 de março. Classificação Etária: Livre (a partir de 03 anos).

Ratos no Apartamento
O sujeito alugou um apartamento, mudou-se para lá e logo nos primeiros dias começaram a surgir os problemas. Aí ele chamou o proprietário para que visse em que condições o apartamento se encontrava.
O dono do apartamento foi até lá e o inquilino falou:
- Este lugar está inabitável. O senhor viu a quantidade de ratos? Vou lhe mostrar.
O inquilino colocou um pedaço de queijo no meio da sala.
Veio um rato e levou o pedaço de queijo tão rapidamente que ninguém viu o animal.
- O senhor deve estar enganado. Não apareceu rato nenhum - disse o dono do apartamento.
- Vamos ver agora - disse o inquilino enquanto jogava no meio da sala vários pedaços de queijo. Foi aquela festa. De todos os lados apareceram ratos. Muitos ratos e de todos os tamanhos. Mas o que chamou a atenção do proprietário foram os peixes que apareceram para comer o queijo: dois vermelhos, dois pretos e um amarelo.
- Mas o que é isso? - perguntou o proprietário. - E esses peixinhos?
- Primeiro vamos resolver o problema dos ratos - respondeu o inquilino. Depois, a gente conversa sobre vazamentos e infiltrações, certo?
Boca Suja
Um homem, viajando de ônibus, fica impressionado com uma matéria que lê no jornal, falando sobre o índice de mortalidade no mundo. Ele vira-se para a passageira do lado e diz:
- Senhora, você sabia que cada vez que eu falo uma palavra morre alguém no mundo?
- Nossa! - exclama ela - Você já experimentou escovar os dentes antes de falar?
Teste de Emprego
Um homem foi fazer um teste pra conseguir um emprego numa loja de carros. Então o empregador perguntou:
- Você está em um túnel escuro e vê dois faróis. O que é?
- É um carro! - respondeu o candidato.
- Certo, mas que carro? Uma Mercedes? Um Audi? Uma BMW?
- Não sei, não dá pra ver! Está escuro!
- Certo - respondeu o entrevistador, com cara feia, fazendo anotações
- Passemos para outro teste. Você está no mesmo túnel escuro e vê apenas um farol. O que é? - É uma moto.
- Certo, mas que moto? Uma Yamaha? Susuki? Honda?
- Ué! Eu não sei! Está escuro!
- Você está reprovado!
Ele ficou muito decepcionado e pediu:
- Antes de sair da sala, posso fazer duas perguntas?
- Diga! - respondeu o empregador, seco.
- O senhor está na rua da sua casa e vê uma mulher de cabelo tingido, unha pintada, salto alto, vestido vermelho e rodando a bolsinha. O que é?
- Ora. É uma prostituta.
- Sim, mais qual delas? Sua irmã? Sua mulher? Sua mãe?
Coelho Apressado
No meio da selva estava um calor terrível e o único bar existente tinha uma fila de quilômetros... Então, o coelho começa a passar correndo ao lado da fila, mas quando chega ao lado do leão, leva uma patada e ouve do rei das selvas:
- Vai para o fim da fila, malandro.
O coelho passa ao lado do leão e continua. O tigre dá-lhe outra tremenda patada e manda o coitado para o fim da fila.
Mais uma vez, ele começa a correr e, de repente, leva uma patada do crocodilo.
Com o saco cheio de levar patadas e ser mandado para o fim da fila, o coelho grita:
- Cacete! Hoje não vou conseguir abrir essa porcaria de bar!
Viagem do Cão
Um avião vinha do Nordeste para o Rio de Janeiro, então os funcionários do setor de desembarque de cargas perceberam que um cachorrinho chegou morto. Desesperados, eles atrasaram o desembarque da bagagem dando uma desculpa qualquer, como sempre...
Depois de muita confusão, os funcionários concluíram que o comandante se esqueceu de aquecer o porão de cargas, o que matou o coitado do totó. Com medo de perder o emprego, um funcionário foi até um canil próximo e achou um cachorro idêntico ao falecido.
Liberaram as bagagens e entregaram o cachorro para a dona. Mas, apesar do esforço, a mulher insistia que aquele não era seu cachorro.
E os funcionários insistiam no contrário.
Por fim, um funcionário disse que ela não estava reconhecendo o cachorrinho era por causa da pressurização que afeta as pessoas.
Aí, a dona respondeu:
- Esta pressurização deve ser boa mesmo, pois meu cão embarcou morto no nordeste para ser enterrado aqui no Rio.
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